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Modas a prémio: Por solicitação de algum dos presentes, ou iniciativa do “mestre-sala”, propunha-se uma “dança a prémio”. Depois de uma inscrição prévia dos rapazes (muitas das vezes davam nomes, que não correspondiam aos deles, nomes de personagens conhecidas como: Zé Coquinhas, Pedro P’lainas, Eusébio, Joaquim Agostinho) estes, iam correspondendo á chamada, convidando as moças para dançar. Um júri improvisado no local, ia procedendo à sua selecção mandando retirar do terreiro os menos dotados, até restar o melhor par, o vencedor! Então, oferecia-se à moça um bolinho de manteiga ou um frito, umas bolachas e por vezes café e, ao rapaz, um cálice de abafado ou aguardente Damas ao bufete: Esta moda, acontecia sempre numa perspectiva de se conseguir mais alguma receita no “bufete”. Anunciava-se então que: a próxima é “p´rás damas ao bufete!” Iniciava-se a dança e, em determinada altura, o “mestre-sala” mandava parar a música, e pedia aos rapazes para levarem as moças ao “bufete”. Os rapazes bebiam um cálice de abafado ou aguardente e as moças bebiam café com bolachas, ou bolinhos de manteiga, mas quem pagava era os rapazes. Muitas das vezes, esta moda era anunciada (imprevistamente) durante a dança, procurava-se assim “pregar uma partida”, facto que era um grande embaraço para os desprevenidos e um azar para os avarentos! Modas oferecidas: Aconteciam sempre que vinha ao conhecimento, de que algum, ou alguma, dos presentes tinha motivos extra de satisfação: aniversariantes, noivos em véspera de casamento, pais recentes ou, simplesmente, porque estavam de visita e a sua presença era motivo de comemoração. Então anunciava-se: “esta moda é oferecida ao senhor fulano tal, por esta, ou por aquela razão!” A dança desenrolava-se e, a meio da “moda”, (caso o obsequiado o entendesse) convidava alguns dos presentes dizendo: “Agradecendo a amabilidade que o mestre-sala teve para comigo, tenho a honra de convidar para me acompanhar nesta dança, o senhor meu compadre, o senhor regedor, o meu filho (ou outros) e todos os presentes que estão aqui nesta sala!” Modas para apreciar: Aconteciam em especial, quando o “tocador era de fama”. Então pedia-se a este que tocasse uma “moda” para tal efeito. O “mestre-sala” anunciava, então: “meus senhores, o senhor tocador irá tocar uma moda, mas ninguém dança!!! Esta é p’rá apreciar!!!” O tocador aprimorava-se na sua escolha e tocava da melhor maneira que sabia. Acontecia por vezes dançar-se também para “apreciar”, sobretudo quando se encontrava presente algum exímio bailarino e bailarina de “modas a dois passos”. Contradança: Esta era uma dança que encontramos referências ao seu uso, como uma evolução coreográfica “mandada”, por alguém que o soubesse fazer. Eram utilizados alguns termos ou “mandações”, em português e outros de proveniência francesa tais como: “ meia volta”, “volta e meia” à “la gauche”. |